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Casa da Sustentabilidade

2016
Campinas, SP

Equipe:

Bibiana Tini

Jhonny Rezende

Roberto Paulino

Ubiratã Prilip


Consultores:

Oficina Ibirarama -  Bruno Azevedo e Mayara Pattoli

Santarosa.arq – Ariel Santa Rosa


Para a Casa da Sustentabilidade, um dos pontos mais importante de Campinas, localizado no Parque Taquaral próximo à rodovia Dom Pedro e ao shopping de mesmo nome, o parque fica aberto diariamente, tendo seu maior público aos fins de semana, há para objeto deste concurso uma área destacada de pouca utilização para a intervenção projetual, uma das questões mais importante era a de como usar a melhora a sustentabilidade para o desenho de projeto de fato.

Antes de qualquer coisa precisamos conceituar o termo de sustentabilidade, pois a consideramos um tripé entre aspectos sociais, no que tange a participação da comunidade com o meio, sua interação justa e democrática, o segundo ponto é o econômico, que trata do custo da produção, distribuição e consumo de bens e serviços, ou seja, não adianta lucrar devastando, já o terceiro se trata do ambiental, do impacto, do uso de recursos, de sua própria renovação, pensando então nesse tripé em suprir as necessidades humanas para garantir um futuro para as próximas gerações através de uso controlado de recursos naturais à ações de preservação.

Para a concepção da Casa Sustentável, o partido de projeto teve essa indagação do uso de sistemas que fossem exemplos para a comunidade se inteirar com o sustentável, afim de trazer soluções muitas vezes até “artesanais” e simples. Imaginando que os mesmo reproduzam esses sistemas em suas próprias casas, por sua simplicidade e eficiência, sendo algo como “sustentável feito à mão”, levou ao resgate de materiais acessíveis e mobiliários que se constroem conforme a necessidade do usuário sendo apenas peças de palets, trilhos e madeiras de reuso que permitem a permanecia do usuário no projeto conforme a necessidade.

Uma das principais premissas dadas foi trabalhar a unidade do programa através da estratégia de pavilhão, permitindo os blocos do programa se conectarem por uma cobertura que possibilita uma maior permeabilidade com o parque, a manutenção da massa arbórea e um uso interno contínuo e independente do programa do escopo, como também da programação do parque.

Para o espaço expositivo do projeto imaginamos algo que fosse um diferencial das soluções escolhidas para os blocos menores, que este seja a “experiência do clima, mostrando como as pessoas se relacionam com as intempéries, as mudanças de temperatura, da relação com o meio, portanto adotamos um sistema pré-moldado misto de madeira e metálica revestido de adobe, pela eficiência térmica e o caráter mais terroso dos elementos que pretendemos, sendo que o bloco se articular com um jogo de rampas, permitindo ao visitante o contato com o acervo e à medida que vai conhecendo o espaço a temperatura se modifica, passa ao usuário as sensações do espaço.