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Parque Paulista, uma reflexão entre o efêmero e o permanente

2014

Avenida Paulista, SP

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Consultoria:

Fernando Vázquez


Como conceito, consideramos dois símbolos de partida: o dirígivel e o circo. O primeiro por ser um objeto transitório, ainda que remeta a um passado, faz a relação ao que se move, já o segundo traz a questão programática do que se divide em uma série de pontos, da criação de um parque de atrações, temporários, tem sua identidade manifestada a cada lugar que passa. O dirigível representa para a mesma capacidade de permanência que transita que Aldo Rossi concebe no Teatro do Mundo, um objeto que remete ao passado mas que ao mesmo tempo se movimenta, tem essa característica do efêmero, pelo fato de ser algo notável, intrigante e faz uma releitura importante sobre a cidade que move no espaço.O circo traz o contexto do programa no projeto e como uma atividade transitória redesenha o espaço por um tempo determinado, formar um parque, casa e anexar o terreno ao lado com um espaço multiuso, um pavilhão com programação diversa, como salas de cinema, parque vertical, galeria, etc., criando um contraste que pode vir a ser interessante. O circo é um elemento que sempre se torna fascinante, independente de idade ou características.O pavilhão denota a vida, o espetáculo do “caos urbano” que sempre se transforma, que é transitório, ressalta a memória dos casarões, pois enquanto estes se alternam, os casarões estão ali, a vida se transforma, mas as memórias ficam, são permanentes. 
Uma das questões mais complexas para este projeto é a aplicação real dos conceitos estudados à intervenção de fato. O parque Mario Covas foi pensado para um menor nível de intervenção, identificado o fato de ser sustentável e fazer reutilização de água a partir da drenagem percebeu-se que poderia ser um ponto importante para se considerar por toda a quadra. A partir dos módulos do pergolado existente do parque Mario Covas traçamos uma série de eixos com módulo de 4 x 4 x 4 afim de nortear as intervções, hora sendo pergolado,
mas também sendo demarcadores de passeio, passagem e marcadores psicológicos de espaço. As novas abeturas do parque pretendem maior permeabilidade da quadra, criando novas quinas, com gradações de acessos, bicicletários e novas conexões como a da galeria da rua Padre João Manuel, a nova praça de eventos O casarão 1919 foi pensado sobre o viés da preservação da memória e história, tanto dele próprio, quanto de seus elementos, assim como sua temática consideração outros casarões na cidade, utilizado como um museu, espaço expositivo sobre a história da Paulista e da diversidade social, a qual a cidade está relacionada, conta com restaurante, administração e infraestrutura de banheiros e apoios. Já o Casarão dos Bocainas foi pensado como manutenção de espaço físico, de resistência à especulação imobiliária atual, com maiores intervenções e adaptações a novos usos, conta com espaços para auditório, sala de cinema e estúdios musicais, pretendendo ser uma nova referência destes tipos de cultura na cidade. 

A nova praça de eventos criada com a proposta de remoção da edificação do Market SP é um chamariz para uma série de possibilidades que permeiam a programação da quadra, sempre constante, demonstrando a ideia de efêmero, com um ponto de infraestrutura, um piso diferenciado que conecta essa área a outros espaços do parque, como ideia de conexão, e junto a essa nova área a intensão é a criação de pavilhões temporários, sempre seguindo o conceito previamente estudado, aplicando a reflexão sobre o efemêro, e mostrando como estes novos
edifícios podem ser inovadores e permitem a própria continuidade, seja em outro lugar, seja por outro uso. O dirígivel é uma propaganda, algo como uma ação marketing para uma nova referência, pensando em objeto efêmero, este mostra qual o teor dos pavilhões que o Parque Paulista se referencia, tal qual os já citados MOMA PS1 e o Sepertine, utilizado como exposições temporárias, instalações e exibições, além de mirante, sendo ele exposição, experimento e experiência